Licenciatura
em Computação
Educação e
Diversidades - ED1
A
SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA E
OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO
Vivemos
em uma sociedade onde a cultura condiciona nossa a visão acerca do mundo e onde
as categorizações sociais estão carregadas de paradigmas. Nossa herança cultural, fundamentada
em valores, regras, modelos, sentimentos, definições, sempre nos condiciona a
reagir com desprezo e indiferença em relação ao comportamento e estereótipo
daqueles que agem de forma diferente dos
padrões pré-estabelecidos e aceitos socialmente pela maioria das pessoas. Questões
como etnocentrismo, determinismo, discriminação, preconceito, intolerância a
diversidade e a diferença, racismo; dentre outros, estão arraigadas em nossa
sociedade nas suas mais diferentes esferas e parecem ainda longe de serem
superados.
Politicas de enfrentamento, na tentativa de aceitar a
alteridade, vem sendo implementadas em alguns setores cruciais; contudo, se
deparam com um tipo de comportamento padronizado pelo nosso sistema cultural, em
uma espécie de consciência coletiva, cujo modo
de ver o mundo, as apreciações de ordem moral e valorativa, dificultam o
processo de empatia; ou seja, a tendência para sentir
o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por
outra pessoa.
É comum em nossa sociedade, nos seus
mais diferentes ambientes, inclusive o escolar, percebermos certo estranhamento
àquele considerado pelo senso-comum como diferente. Frequentemente nos deparamos com problemas
concretos e práticos que nos levam a refletirmos sobre os mecanismos, as
formas, as razões e os caminhos pelos quais, tantas e tão profundas distorções
se perpetuam nas emoções, pensamentos, imagens e representações as avessas que
fazemos da vida daqueles que consideramos diferentes de nós. Não apenas a questão racial, mas também as
questões de gênero, orientação sexual, religião, classe social, estereótipo,
nome, região de origem (nordestino), dentre outros; poluem o imaginário
daqueles que se jugam normais e cuja dificuldade é expressa na tentativa entender
a diversidade.
Com certa facilidade encontrarmos no
nosso cotidiano, pessoas cujos sentimentos e pensamentos são etnocêntricos,
mesmo não demonstrando intransigência para com o diferente de forma veemente. Corroborando
com isso, vislumbrarmos indivíduos cuja visão de mundo do grupo a que pertençam
é tomada como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos a partir
de seus conceitos, onde seus significados culturalmente construídos são tomados
com certo e os dos outros com aquilo que está errado. Essas atitudes, na esfera racional
configuram-se como a dificuldade de se pensar a diferença e no plano afetivo,
como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade, aversão, dentre outras
expressões.
Ser intransigente não é algo incomum, uma
vez que em nossos dias, a sociedade do “eu” ainda é entendida como a melhor, a superior e
tudo que difere disso causa estranhamento. Posturas etnocêntricas acabam
gerando atitudes exacerbadas e até cruéis de encarar o outro, o diferente, onde
em situações extremas, encontramos inclusive a presença de violência. E quando
dizemos isso, basta olhar para universo que nos rodeia; não escapando nem mesmo
o contexto escolar.
É na escola na verdade que, depois da
família, se trava os primeiros embates acerca de como lidar com as questões que
envolvam esses assuntos. Se a família falhar, ainda mais dura será a missão do
educador em fazer como que todos os envolvidos no processo educativo possam
aprender a relativizar ainda cedo. Destarte, acerca disso, quando compreendemos
o outro nos seus próprios valores e conceitos e não nos nossos, estamos
relativizando e estamos aprendendo a conviver com o diferente. Segundo Rocha (1994), relativizar é não
transformar a diferença em hierarquia, em superiores e inferiores ou em bem e
mal, mas vê-la na sua dimensão de riqueza por ser diferença.
A escola, cujo lugar onde comumente
acontecem problemas relacionadas a
racismo, preconceito e discriminação; deve adotar medidas poderosas de combate
a esse tipo de atitude, trabalhando na mente das pessoas, desde pequenas que
apesar das diferenças no nosso estereótipo, somos todos iguais. Entretanto, de
nada adiantará o papel do educador se o individuo não tiver uma boa educação
familiar, pois está é a base de tudo; passando a escola a atuar com um suporte
e uma extensão da família, não apenas no processo de ensino e aprendizagem, mas
também como forte papel na construção do caráter dos alunos, a medidas que
contribui também para construção das nossas funções morais e valorativas.
A melhoria da prática pedagógica a
partir da compreensão da diversidade somente é possível, com o esforço conjunto
de educadores, familiares, politicas públicas específicas e articuladas pelo
Estado, que visem mitigar todo e qualquer tipo de discriminação, preconceito,
racismo ou qualquer tipo de sentimento que expresse repulsa para com o
semelhante, ora visto com diferente. Saber lidar com a alteridade é um desafio
para todos nós, mesmo aqueles que se jugam como toleráveis, compreensivos,
empáticos e transigentes.
A escola deve estar preparada para
abordar estes assuntos e saber lidar com situações dessa ordem. Os professores
devem ser os primeiros a superar tais sentimentos e servirem de modelo para os
alunos, especialmente na condução de situações concretas onde possuam alunos
ditos como diferentes pelos demais, seja pela cor de sua pele, religião, pela
sua orientação sexual, por questões de gênero, classe social ou qualquer outro
fator que cause estranhamento.
As praticas pedagógicas e politicas
públicas voltadas para esses assuntos, devem primar pela igualdade de todos. No
contexto escolar deve-se construir caminhos que valorize o individuo enquanto
ser humano independente de suas singularidades, além de elaborar e adotar
práticas que elimine qualquer tipo de atitudes discriminatórias. É importante
ainda que a escola rompa com doutrinas, princípios, métodos de educação e
atividades instrutivas que promovam a desvalorização das minorias, buscando
iniciativas contrárias a ideias deterministas. Tais concepções, contribuíram para uma educação inclusiva e
mais cidadã, visando a valorização de todos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DAMATTA. Roberto. Relativisando:
uma introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 6ª
edição, 2000.
DAMATTA. Roberto. O que faz o
brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Editora Rocco, 12ª edição, 2001.
Gênero e Diversidade Na Escola. Formação de Professor em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, 2009.
LARAIA. Roque de Barros. Cultura: um conceito Antropológico. — 14.ed. — Rio de Janeiro: Jorge"Zahar Ed., 2001.
Gênero e Diversidade Na Escola. Formação de Professor em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, 2009.
LARAIA. Roque de Barros. Cultura: um conceito Antropológico. — 14.ed. — Rio de Janeiro: Jorge"Zahar Ed., 2001.
Salto para
o Futuro -educação e diversidade sexual -pgm.2 -Orientação Sexual e Identidade
de Gênero. Disponível em
<http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=Item
&item_id=9720>. Acesso em 15 de fevereiro de
2014.
ROCHA, Everardo. O que é Etnocentrismo. São Paulo:
Editora brasiliense, 1994.
Superando o
Racismo na Escola. Disponível em
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4575.pdf>. Acesso em
13 de novembro de 2013.
Vida Maria. Disponível em <http://www.youtube.com/watch?v=OUYkei8cI6I>.
Acesso em 12 de fevereiro de 2014.
PROJETO: “TUDO BEM SER DIFERENTE”
Retirado do BLOG de EDMA
"Partilhando idéias e ideais"
OBJETIVOS:
1. Trabalhar a diversidade em sala de aula e na sociedade.
OBJETIVOS:
1. Trabalhar a diversidade em sala de aula e na sociedade.
2. Mediar a construção de identidades
raciais e de gênero positivas.
3. Estimular o respeito às diferenças.
4. Proporcionar o conhecimento de
diversas formas de mobilidade, comunicação e integração das pessoas portadoras
de necessidades especiais.
PÚBLICO: ENSINO FUNDAMENTAL

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