sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A ESCOLA E SEUS DESAFIOS


Licenciatura em Computação
Educação e Diversidades – ED2

 

A ESCOLA E SEUS DESAFIOS
 

            Tratar de homofobia e preconceito racial, estereótipos e bullying no contexto escolar é algo bastante desafiador na medida em que ainda existe grande dificuldade nas praticas pedagógicas em saber lidar com essas situações.   É comum vivenciarmos nas escolas acontecimentos onde  existem  a presença de brincadeiras, provocações, ações fortalecidas com uso de palavras, gestos e todo de tipo de atitude repugnantes contra sujeitos cujas características diferem dos padrões e modelos culturalmente construídos em nossa sociedade. Escolas mais sensíveis e atentas a problemas dessa ordem procuram iniciar processos que combatam todo e qualquer tipo de discriminação e intolerância, contudo o principal entrave talvez seja compreender o significado da igualdade de todos indivíduos enquanto cidadãos, independentes de suas singularidades.
            A postura e o modo de agir com relação às diferenças que envolvam a alteridade, seja a questão racial, religiosa, de gênero, preferencia sexual, dentre outras; é algo coercitivo e muitas vezes já pré-concebido, o que acaba dificultando a adoção de medidas pedagógicas e socioeducativas de combate a práticas repugnantes contra a diversidade. Muitas vezes, seja no ambiente educacional ou até mesmo em qualquer outra esfera da sociedade, a ausência de informação no trato desses assuntos, bem como a falta de um diálogo aberto e transparente, acaba por contribui para o seu agravamento. A educação como um todo, necessita de princípios norteadores estruturados na diversidade cultural e que possam garantir a cidadania e a equidade.
            As questões étnico-racial, religiosa, cultural, territorial, físico-individual, geracional, de gênero, de orientação sexual, de opção política, de origem (nordestino), de classe social, dentre outros; devem ser temas amplamente discutidos no contexto educacional, ampliando-se o leque de informações que visem combater a violência e a discriminação. É indispensável a adoção de material didático e pedagógico cujo foco seja,  dentre outros; o de respeito a diferença,  e do reconhecimento do outro também com um ser social, colocando em xeque a problemática que envolva a convivência com a diversidade e a manifestação de repulsa e intolerância delas resultadas.
            O cotidiano das relações sociais de alunos entre si e de alunos com professores no espaço escolar, deve ser capaz de combater entraves ocasionados por conflitos oriundos de sentimentos etnocêntricos e deterministas. O espaço educacional ao lado do ambiente familiar, deve ter condições de assumir um lugar privilegiado nas vidas de todos os atores envolvidos nesse processo, sendo capaz de provocar de forma positiva reflexões acerca da diversidade e conscientizar alunos e professores sobre a importância de minimizar e se possível eliminar os graves problemas oriundos dos estigmas sociais que envolvam os sujeitos tido como diferentes.
            Hoje em dia a violência é algo que faz parte do nosso cotidiano social, sendo que em alguns casos está relacionada aos mais diferentes tipos de discriminação. Comumente temas como homofobia (violência contra homossexuais), intolerância religiosa, racismo (violência contra negros e indígenas), violência infantil, violência contra  mulheres, dentre outros; ainda são vistos em plena contemporaneidade.  Mesmo com atuação governamental através de programas e políticas de combate a esse tipo de violência e com a presença maciça de inúmeras instituições, seja de ordem social, religiosa, política; cabe a família, primeiramente, seguido pelas instituições educacionais, lugar de primazia e de grande relevância no combate  a qualquer tipo de agressividade contra o outrem.
            A capacidade de dirimir os conflitos enfrentados dentro das próprias escolas e contribuir para formação de sujeitos que valorizem a diferença ainda em um processo em formação em nossa sociedade. É extremamente importante praticas pedagógicas, bem como  a elaboração dos currículos e materiais de ensino que levem em conta a diversidade de culturas e de consciências coletivas dos mais diferentes grupos que integrem nossa sociedade.  A elaboração de  planos de combate à discriminação contra homossexuais, negros, mulheres, orientação religiosa, dentre outros tipos; é algo que deve ser discutido o quanto antes e deve ser aplicado não só na escola, mas em todos as esferas sociais.
            O ambiente escolar deve ser capaz de avançar nas discussões que envolvam a realidade social de nossas comunidades, uma vez que temas relacionados às diferentes identidades, a singularidade dos indivíduos, a diversidade, a sexualidade, as relações raciais e de gênero, estão sempre em foco no nosso cotidiano. Obviamente que tais temáticas não necessariamente devem-se assumir o lugar de conteúdos didáticos fundamentais para o pleno desenvolvimento do conhecimento humano no processo que envolve o ensino e a aprendizagem; antes, devemos ser capazes de discernir como tais processos estão presentes na formação humana, fatores que influenciam a formação do caráter dos indivíduos e por ter um aspecto emergencial deve ser amplamente trabalhado nas escolas, na tentativa de contribuir para uma convivência harmônica entre todos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Gênero e Diversidade Na Escola. Formação de Professor em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico-Raciais. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, 2009. 
 
CRUZ. Amadeu Roseli. Homossexualidade, homofobia e agressividade. Seu uso na educação escolar. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 39, p. 73-85, jan./abr. 2011. Editora UFPR. 
 
LARAIA. Roque de Barros. Cultura: um conceito Antropológico.  — 14.ed. — Rio de Janeiro: Jorge"Zahar Ed., 2001. 
 
Salto para o Futuro -educação e diversidade sexual -pgm.2 -Orientação Sexual e Identidade de Gênero. Disponível em <http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=
com_zoo&view=Item &item_id=9720>. Acesso em 15 de fevereiro de 2014. 
 
ROCHA, Everardo.  O que é Etnocentrismo. São Paulo: Editora brasiliense, 1994. 
 
Superando o Racismo na Escola. Disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me4575.pdf>. Acesso em 12 de fevereiro de 2013.  
 
Vida Maria. Disponível em <http://www.youtube.com/watch?v= OUYkei8cI6I>. Acesso em 12 de fevereiro de 2014.
 

 
REFLEXÃO
 
Vídeo sobre o dia da Consciência Negra
 
Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=Rm8FaevBl6M
 
Música Sobre o dia da Consciência Negra
 
Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=9CZceQqTUq0





Fonte: http://www.bispomacedo.com.br/2012/09/11/onde-esta-a-diferenca/

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