Maria, Maria
Milton Nascimento
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca P
ossui a estranha mania
De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=OUYkei8cI6I
RESUMO:
O vídeo conta uma narrativa que se passa no sertão nordestino e retrata a vida de Maria
José, uma menina a quem lhe é negado o direito de ter infância, tendo ela que deixar os
estudos e trabalhar para ajudar a família. A narrativa inicia com a menina ajoelhada em
uma cadeira, apoiando um caderno sobre o parapeito da janela,
no qual está escrevendo. Em seguida sua mãe, Maria Aparecida, a impede de continuar
fazendo aquela tarefa que lhe parecia tão prazerosa, obrigando-a a ajudá-la nos afazeres.
Seguindo sua difícil trajetória a menina cresce, casa, tem vários filhos, executa sua rotina de
múltiplas tarefas, envelhece e em meio a isso vai se tornando uma pessoa mais rude.
O último de seus filhos é uma menina, a quem dá o nome de Maria de Lurdes. Com o passar
do tempo quando Maria José vê a filha escrevendo no caderno, vai ao seu encontro e repete
para ela o que ouvira de sua mãe quando criança, que ela não deve perder tempo
“desenhando o seu nome” e exige que a menina a ajude nas tarefas, perpetuando a sina
das Marias da família. Na última cena, o vento sopra e folheia ao contrário o caderno no
qual Maria de Lurdes escrevia e assim percebe-se que as personagens usavam o mesmo
caderno ao longo da narrativa, uma vez que cada velha folha que o vento sopra há um outro
nome escrito, Maria de Lurdes, Maria José, Maria Aparecida, Maria de Fátima e Maria do
Carmo, reforçando a ideia de que a história foi se repetindo ao longo do tempo.
PRODUÇÃO:
O Vídeo é uma produção cearense de Joelma Ramos e Marcio Ramos, que também
foi o seu diretor, editor e roteirista. Foi patrocinado pelo 3º Prêmio Ceará de
de Cinema e Vídeo, Governo do Estado do Ceará e Secretaria da Cultura. O filme faz
uma reflexão acerca da transmissão cultural de um modo de vida, hábitos e valores
em meio bastante humilde e sofrido da realidade social, política, ecológica e econô-
mica do nordeste brasileiro.
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